O vendaval

Pensando e refletindo sobre a hipocrisia social Que se passa por osmose, onde nossa sabedoria se perdeu em meio ao vendaval Parece que ainda ontem eu estava no varal olhando para aquele temporal Mas saibas que sei da ideologia, sobre vielas e saraus A um tempo atrás decidi ser um marginal, quando percebi que vale... Continuar Lendo →

No silêncio, só minha voz

A cada passo Me enredo Me enrosco Perco o equilíbrio e tropeço Me atrapalho no emaranhado de pensamentos alheios que circundam meu corpo Que contornam minhas curvas Que apertam minha barriga E forçam o sorriso no meu rosto Respiro devagar para não me sufocar no caos do mundo Para não me afogar no mar de... Continuar Lendo →

Horizonte vertical

Casas; carros; Prédios; ruas; Figuras; frituras; Faturas; loucuras Que deixam o meu horizonte Na vertical E enquanto a vida passa por mim Pergunto o que fez do mundo Tão banal   Postes; pontes; Favelas; avenidas; Fetiches; feridas; E a vida, perdida Guardada numa caixa Uma planta murcha e sem sol   E quando olho ao... Continuar Lendo →

Espelho d’água

Olho para o tempo Como um espelho Cada cicatriz É um arrependimento   Eu me arrependo De não ter feito nada De não ter conseguido impedir Que tudo fosse embora, Como uma onda no mar.   E depois de uma onda Vem outra Mas dá tchau em seguida E de novo, em vão, segue a... Continuar Lendo →

Entre ritmos e poesias

É sobre aprender com a vida nem que seja através do som, da música e sua melodia, das palavras e suas ironias, das pessoas e suas fantasias e do destino e suas heresias   Aprenda com ritmos e poesias o que talvez nem pagando a escola lhe ensinaria   Ou aprenda com a música pois... Continuar Lendo →

Entre Paredes

Estar triste é teatro É preguiça estar cansado Sentir raiva é errado O medo é coisa do passado Discordar é ficar irado. O bom mesmo É ficar calado.   Texto da "Sociedade dos poetas vivos".

Entre o sono e tombo

Entre o sono e tombo Entre as curvas da reta Sempre discreta Pra não deixa escapar, todas minhas ideias Tudo que passa aqui dentro É pesado e lento, as paranoias Se desenrolam se embolam E no fim sempre acabam Largando da minha mente, Ideia inteligente, Papo pra frente, de gente Que gosta de gente O... Continuar Lendo →

Confissão de poeta

Tinha uma época Em que eu não gostava de poesia. Ou melhor, achava: Eu pensava que poesia Era rima E que rimas eram só Palavras bonitas e vazias Num balanço de mar Enjoativo.   Mal sabia eu Que poesia era muito mais Que as rebuscadas lengalengas De paixões platônicas, Vomito purpurinado.   A poesia canta... Continuar Lendo →

Em minhas veias corre aquarela

Em minhas veias corre aquarela Meus olhos de porcelana pintados à mão Observam minhas mãos tatuadas E minhas costas são uma enorme tela Para retratar o que já passei Um dia desses me entreguei Colori a vida de alguém Com minha aquarela. Julia Dutra Em meu túmulo: "Morreu de arte"   Texto da "Sociedade dos... Continuar Lendo →

WordPress.com.

Acima ↑