“DIÁLOGOS RUIDOSOS: RESENHAS DIGITAIS DO IMPOSSÍVEL”.

Dialogos-Impossiveis-Luis-Fernando-Verissimo-em-ePUB-mobi-PDF
Corte de capa do título Diálogos ruidosos do autor gaúcho Luis Fernando Verissimo.

As resenhas críticas foram elaboradas pelos estudantes do 9º ano, na disciplina de Língua Portuguesa, após a leitura da obra “Diálogos Impossíveis”, uma coletânea de crônicas do escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo.

Os textos pretendem divulgar e apresentar à comunidade escolar e aos leitores do Blog da Biblioteca Zilah Totta, durante o Planeta Literatura, o objeto resenhado. Essa atividade visa à promoção de práticas leitoras e à formação de escritores. Por meio das resenhas, os estudantes puderam expressar por escrito seus sentimentos, suas experiências e suas opiniões acerca da obra lida e, ao divulgarem-nas, oportunizarão a interlocução entre o sujeito escritor e o sujeito leitor, os quais concebem neste encontro a escrita como um bem cultural por intermédio de um processo dialógico.

O Cronista

            Luis Fernando Veríssimo é um cronista consagrado, natural da cidade de Porto Alegre. Ele estudou nos Estados Unidos e sempre foi estimulado a escrever, pois sua família tinha um jornal caseiro chamado “O Patentino”.

Se nós levarmos em conta a quantidade de livros e de crônicas já escritas por Veríssimo, fica difícil de acreditar que ele só começou a escrever com 37 anos de idade. O autor cita, em uma de suas biografias, que escreve para fazer as pessoas rirem. O humor é muito presente em seus livros, como se verifica em “Zoeira” e em “As Mentiras que os Homens Contam”.

O livro “Diálogos Impossíveis” é um ótimo exemplo do estilo de escrita de Luis, pois a obra consiste basicamente em 176 páginas de humor – em algumas crônicas, são abordados temas mais sérios que outros. A crônica “A Tia que Caiu no Sena”, por exemplo, trata de uma história divertida sobre uma mulher que cai no Rio Sena e que, inicialmente, não se lembra do episódio, nos fazendo rir em diferentes pontos do texto. A crônica “Don Juan e a Morte”, por outro lado, ironiza a morte e faz humor com ela, que é um tema sério e pouco discutido hoje em dia.

Podemos concluir, então, que o cronista tem um talento: tornar engraçadas as coisas sérias. Ele fala a “língua do povo” em seus livros, dando a impressão de que se trata de uma conversa de bar. Todos devem ter o privilégio de conhecer suas obras.

Autor – Adriano Magrisso, turma 9E.

Diálogos de humor

Nascido em Porto Alegre, em 1936, Luis Fernando Veríssimo, filho de Erico Veríssimo, passou boa parte de sua infância e de sua adolescência nos Estados Unidos. Quando jovem, escrevia “O Patentino”, com sua irmã Clarissa. Verissimo começou a escrever relativamente tarde, ao se tornar redator de publicidade. Ele escreveu diversas obras, como “Ed Mort”, “A Velhinha de Taubaté”, “O Analista de Bagé”, “As Mentiras que os Homens Contam”, “Comédias para se Ler na Escola” etc. O autor pode ser lido também nos jornais O Estado de S. Paulo, Zero Hora e O Globo, nos quais tem muitas crônicas publicadas.

Uma das obras de Luis Fernando Verissimo é a coletânea de crônicas “Diálogos Impossíveis”, publicada pela editora Objetiva. A primeira edição do livro saiu no Rio de Janeiro, em 2012, contendo 176 páginas.

A obra trata de diversos assuntos – muitas vezes sérios, como a morte – de uma forma simples, leve e com um tom de humor, como podemos ver na crônica “Don Juan e a Morte” (página 101); além da morte, a velhice também é assunto de seus textos, como na crônica “A tia que caiu no Sena” (página 61), em que Alda e um grupo de pessoas estavam conversando sobre parentes, e ela conta que sua tia Belinha caíra no Sena, porém não sabe mais detalhes da história. A sobrinha vai visitá-la e pergunta-lhe como caíra no Sena; a tia não lembra e fica triste ao notar que as lembranças não a faziam mais companhia nem a consolavam.

Outra crônica que achei interessante foi “Perdedor, vencedor” (página 109), pelo jeito que Verissimo aborda o assunto da derrota. Ela trata de um homem (o perdedor) que atribui sua derrota aos bens materiais do vencedor, mas nunca a si mesmo, o verdadeiro motivo. A fala do vencedor em meio à situação me fez refletir muito sobre algo que, mesmo sem querer, muitos fazem, “Olha aqui – disse – você poderia ter um físico igual ao meu, se se cuidasse, se perdesse essa barriga. Você tem dinheiro, senão não seria sócio deste clube. Pode comprar uma raquete igual à minha e tênis melhores do que os meus. Mas sabe de uma coisa? Não é equipamento que ganha jogo. É a pessoa, é a aplicação, a vontade de vencer, a atitude. E você não tem uma atitude de vencedor. Prefere atribuir sua derrota à minha raquete, aos meus tênis, ao meu físico, a tudo menos a você mesmo. Se parasse de admirar tudo que é meu e mudasse de atitude, você também poderia ser um vencedor, apesar dessa barriga”.

Na minha opinião, “Diálogos Impossíveis” é uma obra muito interessante e única, pois trata de assuntos sérios, muitas vezes considerados tabu, como a morte, o exílio, o adultério, a velhice, entre outros, de uma forma bem-humorada e, principalmente, leve. Verissimo é um autor dotado de senso de humor, algo que achei extremamente evidente e perceptível no decorrer da leitura. Acredito que esse livro deveria ser lido por qualquer pessoa, independentemente da idade, por conta da sua linguagem coloquial, de fácil compreensão, com o autor de fato querendo dialogar com o leitor.

Autora – Camila Ceroni, turma 9A.

As crônicas

O livro “Diálogos Impossíveis”, de Luis Fernando Verissimo, é uma coletânea de crônicas muito leve e boa de ler. O livro se torna leve pela maneira como o cronista escreve e pela linguagem coloquial que ele usa. O autor gaúcho nasceu em 1936 e é filho do escritor Erico Verissimo. Luis Fernando começou a escrever tarde, em comparação a outros autores, mas, mesmo assim, publicou muitos livros, como “Ed Mort” e “A Velhinha de Taubaté”.

Como o livro é composto por crônicas, como eu disse, trata-se de uma leitura bem leve. Verissimo também usa um tom bem-humorado para escrever, o que o torna ainda mais agradável.

Minhas crônicas favoritas do livro são “O enganado” e “Paula”. A maneira como o autor escreve, com muita criatividade no início e no decorrer das crônicas, com coisas que nunca imaginaríamos, faz termos bastante interesse para continuar a leitura.

A crônica “O enganado” nos deixa muito interessados. Ela trata de um homem que não tinha problemas e que ficou aliviado quando o seu “problema” finalmente chegara. No final da crônica, ele descobre que erraram a pessoa (ou seja, o problema não era dele), porém fica feliz por finalmente ter um problema. Na vida fora dos livros, ninguém ficaria feliz por ter um problema, e sim o contrário. Achei este tema bem interessante a se pensar. Qual seria o motivo para alguém querer um problema?

A outra crônica que me chamou atenção é “Paula”. O texto apresenta uma mulher que se casou para espionar o marido e, no final, esqueceu qual seria o propósito daquilo. Quase todo mundo já imaginou isso, que estava sendo ou que seria espionado por alguém. Por isso, achei esta crônica bem “real” – não que as pessoas se espionem, mas algumas têm vontade, e outras imaginam isso. Além disso, a maneira como a crônica foi escrita é muito instigante.

Portanto, as crônicas são bem criativas e boas de ler. Eu gostei bastante deste livro e indico a leitura. Recomendo a todos, pois crônicas têm linguagem e entendimento fáceis; podem ser acessadas por qualquer pessoa.

Autora – Carolina Souza, turma 9A.

Diálogos impossíveis, mas que valem a pena.

Poucos não estão familiarizados com o nome do cronista Luis Fernando Verissimo. Filho do grande romancista Erico Verissimo, Luis nasceu em Porto Alegre, no dia 26 de setembro de 1963, mas foi para os Estados Unidos quando criança. Ao voltar, começou a trabalhar para a “Livraria do Globo”. E só em 1973 publicou seu primeiro livro, “O Popular”. Desde então, decolou em sua carreira como escritor, ganhou uma coluna semanal na revista “Veja” e vendeu mais de cinco milhões de exemplares de seus livros, obras como “Comédias da Vida Privada”, “As Mentiras que os Homens Contam” e “Diálogos Impossíveis”.

O livro “Diálogos Impossíveis”, de 2012, foi publicado pela editora Objetiva. É difícil definir seu assunto global, pois é uma coletânea de crônicas com assuntos diferentes, mas são todas muito bem-humoradas, leves e cheias de referências. A simpatia de Luis aborda assuntos sérios, como morte, envelhecimento, inveja e até mesmo existencialismo disfarçados em suas crônicas leves, engraçadas, cotidianas e, à primeira vista, superficiais.

Em “Diálogos Impossíveis”, Verissimo fala muito de figuras famosas e importantes, descrevendo seus encontros, tanto entre si (como o de Batman e Drácula, em “A Diferença”), quanto em situações que não estão nas narrativas que conhecemos (como a da morte de Don Juan, em “Don Juan e a Morte”). Mas fala muito, ao mesmo tempo, de gente comum, como nós, que passa vergonha, que se apaixona, que se decepciona, que ri, que envelhece, que perde, que vence. E Verissimo sabe, como um bom cronista, captar essa essência humana presente nas situações cotidianas. Ao ler as crônicas deste livro, cria-se grande empatia por praticamente todos os personagens, como nas crônicas “Bebel” e “O tapa-olho”.

“Bebel” conta a história de uma garota que herda ações do avô e, com elas, o direito de votar em todas as decisões da diretoria da empresa da família. Porém, como sempre mudava de ideal, em cada reunião queria um destino diferente para o conglomerado. E a crônica “O tapa-olho” conta a história de uma menina que apresenta seu novo namorado para seu grupo de amigos. O moço, que usava um tapa-olho, fascina a todos pelo mistério que seu tapa-olho exerce. Para mim, essas duas crônicas abordam, de certa forma, como a falta de confiança nos faz olhar as pessoas de baixo para cima e colocá-las em um lugar a que elas não pertencem.

Na minha opinião, “Diálogos Impossíveis” é um ótimo livro para ler, tanto quando se está inspirado, para refletir sobre os temas abordados, quanto quando se está querendo ler algo leve e divertido para rir da vida.

Autora – Clara Baracat, turma 9A.

Diálogos que se tornaram possíveis.

O livro “Diálogos Impossíveis”, de Luis Fernando Verissimo, é uma coletânea de crônicas recolhidas da Zero Hora e do Estado de S. Paulo que retrata situações cotidianas de uma forma bem-humorada, leve e que, por vezes, pode parecer meio aleatória.

Publicada pela editora Objetiva, em 2012, a obra consegue, em suas fluidas e acessíveis 176 páginas, apresentar muitas referências, trazer curiosidade ao leitor sobre assuntos variados e fazer críticas indiretas em cada uma de suas 45 crônicas, deixando ao leitor “portas abertas” para refletir sobre diversos temas que talvez nunca houvessem sido visitados por sua mente.

Apesar de ter tido este livro publicado no Rio de Janeiro, Verissimo é de Porto Alegre e é um exemplo de que para escrever não é necessário fazer faculdade. O autor, acima de tudo, é um leitor voraz e tem muita experiência com a literatura, já que trabalhou na Livraria do Globo.

A ideia de conversa com o leitor que “Diálogos Impossíveis” imprime faz com que o livro seja indicado para todo tipo de leitor, até mesmo o iniciante e aquele que ainda não aprendeu a ler, que pode ouvir as histórias.

É muito interessante ler nas entrelinhas e descobrir a mensagem oculta por trás da linguagem de Verissimo, que também escreveu “Ed Mort”, “A Velhinha de Taubaté”, “O Analista de Bagé” e vários outros títulos, seguindo os passos de seu pai, Erico Verissimo.

Duas crônicas em que podemos encontrar bem representada essa ideia de crítica velada são “Bebel” e “Finais”. A primeira fala sobre uma menina que possui uma mente facilmente manipulável e que sempre tenta impor seus ideais sobre sua família. A segunda fala sobre João e Maria, desconhecidos que ajudam a dar a luz a um bebê em um posto de gasolina. Esta crônica traz três ideias de final em que os parteiros se reencontram, mostrando como o futuro é incerto.

Por fim, chego à conclusão de que vale a pena ler esta obra, pois ela nos humaniza, nos faz experenciar o cotidiano do outro, além de possuir crônicas supercriativas que podem ser lidas fora de sequência.

“Eu realmente acredito que a literatura aproxima as pessoas. Porque quando você lê um livro, você é obrigado a colocar-se na pele do narrador e dos personagens e, portanto, sua empatia se desenvolve”.

– José Eduardo Agualusa

Autora – Helena Bosak, turma 9E.

Os diálogos de Verissimo                                           

Luis Fernando Verissimo é um cronista que nasceu no dia 26 de novembro de 1936, em Porto Alegre. Aos sete anos, foi com sua família para os Estados Unidos, onde o pai, Erico Verissimo, trabalhava como professor. Luis Fernando foi alfabetizado em inglês e completou a escolaridade lá. Mesmo sem curso superior, é considerado jornalista por ofício.

O livro “Diálogos Impossíveis” é uma coletânea de crônicas publicadas (com a exceção de “Tea” e “O maior mico do mundo”, publicadas em 14/11/1999 e 1/7/2007, respectivamente) entre os anos de 2009 e 2011, nos jornais O Estado de S. Paulo e Zero Hora. O livro foi publicado em 2012 e possui, ao todo, 45 crônicas e 176 páginas, sendo todas as crônicas muito bem-humoradas, escritas com uma linguagem coloquial e, em sua grande maioria, com uma crítica que faz o leitor refletir sobre o que acabou de ler.

Entre as 15 crônicas que foram separadas, as que mais se destacam são “A diferença” (p.9) e “O enganado” (p.15). O primeiro texto fala sobre um “diálogo impossível” entre Batman e Drácula. A princípio, parece apenas uma crônica para fazer o leitor rir, mas, quando paramos para refletir, vemos que ela pode ser uma reflexão sobre a morte, ou algo como nunca estarmos satisfeitos com o que já temos. A segunda crônica fala sobre um homem chamado Mário, que está tomando um uísque em um bar, enquanto reflete sobre a sua vida (literalmente) perfeita. Após uma pequena introdução do personagem, um homem chamado Carlos diz a Mário que ele está dormindo com a sua mulher. Porém, Carlos confunde Mário com um homem chamado Raul. Mário, então, finge ser o traído, e manda Carlos ir embora. Após isso, Mário repete seu uísque (coisa que, de acordo com o narrador, nunca tinha acontecido) e, então, o barman pergunta se aconteceu algo com o protagonista, que responde dizendo que acabou de saber de uma notícia horrível. A reflexão que esta crônica sugere é que, às vezes, a falta de problemas é o maior problema.

Enfim, “Diálogos Impossíveis” é um livro que pode ser lido por qualquer pessoa, para refletir sobre algum assunto ou apenas para rir de alguma crônica.

Autor – João Guedes, turma 9E.

Aline photo
Foto do acervo.

O projeto foi ministrado e mediado pela professora de língua portuguesa Aline Braga de Lima.

Diagramação do assistente da biblioteca Zilah Totta, Miguel H. Cury

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: