O bem, o mal e a transição para a vida adulta

O professor de literatura, Ibirá Costa, comenta os livros que os alunos do 9º ano ao ensino médio estão lendo no primeiro trimestre letivo de 2018.

O Apanhador no Campo de Centeio

Nosso personagem principal, Caulfield, está para a literatura assim como James Dean, em Juventude Transviada (1955), está para o cinema. Salinger dá forma à angústia do adolescente desajustado. Bater de frente com as regras faz parte de nossa vida em algum estágio. A transição para a vida adulta é vista como a perda da inocência e significa adotar papéis pré-estabelecidos numa sociedade hipócrita. É uma das primeiras críticas ao modo de vida americano, talvez ocidental, que viria a se transformar nas revoluções dos costumes uma década depois.

 

O Auto da Barca do Inferno

O ser humano é bom? Talvez. O ser humano é ruim? Talvez. O ser humano é a somatória de ambos? Sim, com certeza… Os mediadores dos destinos dos personagens funcionam como juízes das almas e, através dos alegóricos personagens em cena, analisam o comportamento humano pelas vias dos atos pecaminosos cometidos durante a vida terrena. O Diabo surge como o mal, o lado infernal, contraponto do Anjo, personagem do bem, representante de coisas celestes, o lado bom da vida após a morte. Hoje, pode parecer clichê, pois temos uma extensa produção cultural que ainda investe neste tipo de estratégia do arquétipo narrativo, o que não é ruim mas, tal como outras obras literárias, cabe ao leitor o exercício diacrônico, tendo em vista compreender alguns mecanismos de suas respectivas épocas. Considerado como um auto de moralidade, a produção visava analisar e críticas os costumes, o comportamento dos indivíduos que no final das contas, tinham uma finalidade didática.

 

Noite na Taverna

O que é tédio? Fácil de responder. Pergunte a um adolescente… O livro conta sobre um grupo de jovens numa taverna. Bla Bla Bla Bla Esse grupo se reúne para contar histórias. Bla Bla Bla Bla As histórias nesta obra falam de viver a vida, amor, morte e vícios. São mencionados crimes horríveis que vão de assassinatos a incestos, de assassinos de recém – nascido e de irmãos a sexo em locais obscuros. Todos os casos são de amor pervertido que envolve relações delirantes e pouco reais. Será? Esse tipo de comportamento não existe em nossa sociedade? Deixando a hipocrisia de lado, abordar tais assuntos inquietantes é a grande riqueza deste livro.

 

Professor Ibirá Costa, vulgo Bira, poeta frustado e nas horas vagas professor de literatura do Colégio João XXIII

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